Os dois brigam pela liderança de vendas há anos, disputam o mesmo cliente e aparecem juntos em toda lista de “carro popular que vale a pena”. Na hora de fechar negócio, vem a pergunta que decide muita compra: Onix ou HB20, qual sai mais barato para manter?
A resposta curta decepciona quem quer um vencedor: os dois são baratos de manter, e a diferença entre eles é bem menor do que a diferença entre versões do mesmo modelo. Um Onix 1.0 turbo custa mais para manter que um HB20 1.0 aspirado, e o contrário também vale. Comparar “Onix” com “HB20” sem dizer motor, ano e quilometragem anual é comparar duas médias que não existem na sua garagem.
A resposta longa é a que interessa. Abaixo, o custo vem separado em cinco blocos (revisão, peça de desgaste, combustível, impostos e seguro, e depreciação), com a faixa de preço de cada item nos dois carros e um custo anual estimado no fim. Mais útil que o veredito é o método: com ele você refaz a conta com o seu perfil de uso, que é o único que importa.
Resumo rápido
- Na manutenção pura, a diferença entre Onix e HB20 fica na casa de 5% a 15%, e oscila conforme a peça. Nenhum dos dois é “caro”.
- A versão pesa mais que a marca. Turbo custa mais que aspirado nos dois: vela mais cara, troca mais frequente, óleo específico e uma turbina no cálculo de risco.
- O Onix leva vantagem na capilaridade. É o carro mais vendido do país há anos: peça em qualquer canto, mecânico que conhece de cabeça, paralelo abundante.
- O HB20 costuma ganhar no seguro em boa parte das praças, justamente porque o Onix, por ser o mais comum na rua, é o mais visado por furto e roubo.
- Nenhum dos dois 1.0 usa correia dentada. Os motores 1.0 aspirado e turbo dos dois trabalham com corrente, o que apaga uma despesa de R$ 600 a R$ 1.200 que outros carros têm a cada 50 mil km.
- Atenção ao HB20 1.6. Essa é a versão com correia dentada, e ela volta para a conta.
- Combustível e depreciação juntos são cerca de dois terços do custo de rodar. Discutir R$ 40 de diferença numa pastilha enquanto se ignora isso é discutir o detalhe errado.
- Somando tudo, os dois ficam entre R$ 1.250 e R$ 1.700 por mês rodando 15 mil km por ano, sem contar depreciação.
Índice
- Como comparar custo de manutenção do jeito certo
- Os motores de cada um e o que isso muda no bolso
- Revisões: o que entra e quanto custa
- Peças de desgaste: o comparativo item por item
- Combustível: quem bebe menos de verdade
- IPVA, seguro e depreciação: os custos que ninguém soma
- Tabela final: quanto cada um custa por ano
- Então, qual sai mais barato para manter?
- O que faz mais diferença que a marca
- Onde te enrolam
- O que eu faria
- Perguntas frequentes
Como comparar custo de manutenção do jeito certo
O erro clássico é comparar o preço de uma revisão isolada. A concessionária A cobra R$ 480, a B cobra R$ 520, e alguém conclui que um carro é mais caro que o outro. Só que a revisão de R$ 480 pode não incluir o filtro de combustível que a outra inclui, e a diferença real só aparece na revisão seguinte.
O jeito certo é calcular o custo por quilômetro rodado ao longo de um ciclo inteiro, tipicamente 60 mil km ou cinco anos. Some tudo o que sai do bolso nesse período e divida pela quilometragem. Assim, revisão barata que empurra a despesa para frente não engana ninguém.
Os cinco blocos que precisam entrar na conta:
- Revisões programadas. O calendário obrigatório enquanto o carro está na garantia.
- Peças de desgaste. Freio, embreagem, pneu, bateria, amortecedor, vela: o que vence por uso, não por calendário.
- Combustível. Quase sempre o maior item isolado.
- Impostos e seguro. IPVA, licenciamento, seguro obrigatório e seguro contratado.
- Depreciação. Invisível no extrato, brutal no bolso. É o que o carro perde de valor por ano.
Vamos por partes, e depois somamos.
Os motores de cada um e o que isso muda no bolso
Antes de qualquer número, é preciso saber qual carro está na comparação. Na geração atual, as configurações mais vendidas são estas:
| Modelo | Motor | Sincronismo | Perfil de custo |
|---|---|---|---|
| Onix 1.0 aspirado | 3 cilindros, 12V flex | Corrente | O mais barato dos quatro |
| Onix 1.0 turbo | 3 cilindros, 12V flex turbo | Corrente | Mais caro: vela, óleo e turbina |
| HB20 1.0 aspirado | 3 cilindros, 12V flex | Corrente | Muito próximo do Onix aspirado |
| HB20 1.0 turbo | 3 cilindros, 12V flex turbo | Corrente | Injeção direta exige mais atenção |
| HB20 1.6 | 4 cilindros, 16V flex | Correia dentada | Some a troca de kit a cada ciclo |
Três leituras saem dessa tabela.
A primeira: os 1.0 dos dois usam corrente de sincronismo, não correia. Isso apaga do calendário uma despesa recorrente de R$ 600 a R$ 1.200 que aparece em muito concorrente. Corrente não é eterna: ela estica e depende de óleo limpo, mas é projetada para durar a vida do motor. É por isso que quem tem esses carros precisa levar a escolha do óleo mais a sério que a média.
A segunda: o HB20 1.6 é a exceção. Ele usa correia dentada, e o kit volta ao orçamento no intervalo indicado pelo manual. Se você está comparando o 1.6 com um Onix 1.0, some isso do lado do HB20. O guia de quando trocar a correia dentada explica por que essa peça não admite atraso.
A terceira, e mais decisiva: turbo custa mais que aspirado nos dois. Não por ser frágil, mas porque a lista muda. Vela de motor turbo é mais cara e tem intervalo menor. O óleo precisa atender à especificação exata, sem improviso. E o motor não perdoa desleixo no arrefecimento nem desligamento imediato depois de uso pesado. Se o seu critério é gastar o mínimo, o aspirado ganha nas duas marcas.
Revisões: o que entra e quanto custa
Chevrolet e Hyundai trabalham com revisão de preço fixo, com tabela publicada nos sites das duas marcas. O calendário é praticamente igual: a cada 10.000 km ou 12 meses, o que vier primeiro.
As faixas de referência para 2026 ficam assim:
| Revisão | O que costuma entrar | Faixa em concessionária | Faixa em independente |
|---|---|---|---|
| 10.000 km | Óleo, filtro de óleo, inspeção | R$ 400 a R$ 650 | R$ 250 a R$ 400 |
| 20.000 km | Óleo, filtros de óleo, ar e cabine | R$ 550 a R$ 900 | R$ 350 a R$ 600 |
| 30.000 km | Óleo, filtro de óleo, inspeção ampliada | R$ 500 a R$ 800 | R$ 280 a R$ 480 |
| 40.000 km | Óleo, todos os filtros, velas, fluido de freio | R$ 900 a R$ 1.500 | R$ 600 a R$ 1.000 |
| 50.000 km | Óleo, filtro de óleo, inspeção | R$ 500 a R$ 800 | R$ 280 a R$ 480 |
| 60.000 km | Pacote completo, fluidos e velas | R$ 1.000 a R$ 1.800 | R$ 650 a R$ 1.100 |
Faixas de referência para 2026. Variam por estado, por concessionária e por versão; turbo fica no topo da faixa. Consulte a tabela oficial de cada marca antes de decidir.
Somando as seis revisões, o ciclo de 60 mil km fica entre R$ 3.850 e R$ 6.450 em concessionária e entre R$ 2.410 e R$ 4.060 em oficina independente. Os dois modelos caem dentro da mesma janela. A diferença de verdade aparece entre oficinas, não entre marcas de carro.
Um detalhe que confunde muita gente: fazer revisão fora da concessionária não anula a garantia, desde que o serviço siga o plano do manual, use peça de especificação equivalente e esteja documentado com nota fiscal. O que anula é peça errada, intervalo estourado ou serviço sem comprovação. O que cada etapa inclui está no guia de revisão programada.
Peças de desgaste: o comparativo item por item
Aqui a comparação fica concreta. Os valores consideram peça mais mão de obra em oficina independente, com peça de boa procedência:
| Item | Onix | HB20 | Intervalo típico |
|---|---|---|---|
| Troca de óleo e filtro | R$ 250 a R$ 450 | R$ 260 a R$ 480 | 10.000 km ou 1 ano |
| Jogo de pastilhas dianteiras | R$ 250 a R$ 450 | R$ 280 a R$ 500 | 30 a 40 mil km |
| Par de discos dianteiros | R$ 450 a R$ 800 | R$ 500 a R$ 900 | 60 a 80 mil km |
| Kit de embreagem | R$ 900 a R$ 1.600 | R$ 1.000 a R$ 1.800 | 80 a 120 mil km |
| Jogo de velas (aspirado) | R$ 150 a R$ 350 | R$ 180 a R$ 400 | 40 a 60 mil km |
| Jogo de velas (turbo) | R$ 250 a R$ 500 | R$ 280 a R$ 550 | 30 a 40 mil km |
| Bateria | R$ 450 a R$ 750 | R$ 450 a R$ 750 | 3 a 4 anos |
| Filtro de ar | R$ 60 a R$ 130 | R$ 70 a R$ 150 | 20 mil km |
| Filtro de cabine | R$ 60 a R$ 140 | R$ 70 a R$ 150 | 20 mil km |
| Par de amortecedores dianteiros | R$ 700 a R$ 1.400 | R$ 800 a R$ 1.500 | 60 a 80 mil km |
| Jogo de 4 pneus | R$ 1.400 a R$ 2.600 | R$ 1.400 a R$ 2.600 | 40 a 60 mil km |
| Kit de correia dentada | Não se aplica | Só na versão 1.6 | Conforme o manual |
Faixas de referência para 2026 em oficina independente, com peça de reposição de boa procedência. Concessionária costuma ficar de 20% a 40% acima.
O padrão salta aos olhos: o HB20 fica um pouco acima em quase todos os itens, tipicamente entre 5% e 12%. O motivo não é qualidade, é volume. O Onix vende mais, tem mais unidades rodando e, por consequência, mais peça paralela competindo e mais mecânico que já fez aquele serviço dezenas de vezes.
Só que essa vantagem é menor do que parece. Doze por cento em cima de uma pastilha que você troca a cada três anos não muda a vida de ninguém. E ela some diante de um único item mal cuidado: deixar o freio passar do ponto e comer o disco custa mais do que toda a diferença de marca somada, como mostra o guia de quando trocar pastilha e disco.
Combustível: quem bebe menos de verdade
Nas medições oficiais e nos testes de rua, os dois andam praticamente colados. As faixas realistas em uso misto brasileiro:
| Versão | Cidade (gasolina) | Estrada (gasolina) | Cidade (etanol) |
|---|---|---|---|
| Onix 1.0 aspirado | 11 a 13 km/l | 13 a 15 km/l | 8 a 9 km/l |
| Onix 1.0 turbo | 10 a 12,5 km/l | 13,5 a 16 km/l | 7,5 a 9 km/l |
| HB20 1.0 aspirado | 11 a 13 km/l | 13 a 15 km/l | 8 a 9 km/l |
| HB20 1.0 turbo | 10 a 12,5 km/l | 13,5 a 16 km/l | 7,5 a 9 km/l |
A diferença entre as marcas cabe na margem de erro de qualquer medição de rua. O que mexe no consumo é o pé direito, o trânsito da sua cidade, a calibragem dos pneus e o peso que você carrega. Dois motoristas no mesmo carro chegam a 25% de diferença, cinco vezes a distância entre Onix e HB20.
A conta: 15.000 km por ano a 12 km/l são 1.250 litros; com gasolina em torno de R$ 6,50, dá cerca de R$ 8.100 por ano. Guarde esse número: sozinho, ele é maior que revisão e peça de desgaste somadas. Por isso manter a calibragem dos pneus em dia devolve mais dinheiro que escolher entre uma marca e outra.
IPVA, seguro e depreciação: os custos que ninguém soma
IPVA e licenciamento
O IPVA é calculado sobre o valor de tabela do carro, com alíquota definida por cada estado, geralmente entre 2,5% e 4%. Como Onix e HB20 de versões equivalentes têm valores de tabela próximos, o imposto empata. Some o licenciamento anual e as taxas obrigatórias do seu Detran. Num carro de R$ 90 mil, só o IPVA a 4% são R$ 3.600, e o pacote fica entre R$ 3.000 e R$ 3.800 por ano nos estados de alíquota mais alta.
Seguro
Aqui está a única vantagem consistente do HB20. O Onix, por ser o carro mais comum das ruas brasileiras, também é um dos mais visados por furto e roubo, e isso aparece no prêmio. Em boa parte das praças, o HB20 sai de 5% a 15% mais barato para o mesmo perfil de condutor.
Mas perfil pesa muito mais que modelo. Idade, CEP, garagem, uso profissional e histórico de sinistro mexem no prêmio em proporções que nenhuma diferença entre esses dois carros alcança. A faixa típica fica entre R$ 2.500 e R$ 4.500 por ano para os dois.
Depreciação
É o custo mais alto e o que menos aparece na conversa. Os dois estão entre os que menos desvalorizam no Brasil justamente por serem líderes de venda: sempre tem comprador. Ainda assim, a perda gira entre 8% e 12% ao ano nos primeiros anos, ou R$ 7.000 a R$ 10.000 anuais num carro de R$ 90 mil.
Compare: você economiza talvez R$ 200 por ano escolhendo o carro com peça mais barata, enquanto perde de 35 a 50 vezes isso em depreciação. Antes de fechar, acompanhe a Tabela FIPE dos dois por alguns meses e veja qual segura melhor o valor na sua região.
Tabela final: quanto cada um custa por ano
Cenário: versão 1.0 aspirado, carro de aproximadamente R$ 90 mil, 15.000 km por ano, manutenção em oficina independente de confiança.
| Item | Onix (ao ano) | HB20 (ao ano) |
|---|---|---|
| Combustível | R$ 7.800 a R$ 9.200 | R$ 7.800 a R$ 9.200 |
| Revisão e troca de óleo | R$ 400 a R$ 750 | R$ 420 a R$ 800 |
| Peças de desgaste (rateadas) | R$ 700 a R$ 1.200 | R$ 780 a R$ 1.350 |
| Pneus (rateados) | R$ 450 a R$ 800 | R$ 450 a R$ 800 |
| IPVA, licenciamento e obrigatório | R$ 3.000 a R$ 3.800 | R$ 3.000 a R$ 3.800 |
| Seguro | R$ 2.700 a R$ 4.500 | R$ 2.500 a R$ 4.100 |
| Subtotal sem depreciação | R$ 15.050 a R$ 20.250 | R$ 14.950 a R$ 20.050 |
| Depreciação estimada | R$ 7.000 a R$ 10.000 | R$ 7.000 a R$ 10.000 |
| Custo total real | R$ 22.050 a R$ 30.250 | R$ 21.950 a R$ 30.050 |
Estimativas de referência para 2026. Ajuste com a sua quilometragem, o seu estado e a sua cotação de seguro: a conta muda bastante conforme o perfil.
Em mensalidade: entre R$ 1.250 e R$ 1.690 por mês sem contar depreciação, nos dois carros. A diferença total entre eles, nesse cenário, fica entre R$ 100 e R$ 200 por ano. Menos de R$ 17 por mês, ou seja, um lanche.
Quanto o seu carro custa por mês? →
Coloque a sua quilometragem, o seu seguro e o seu IPVA e refaça a tabela acima com os números da sua garagem.
Então, qual sai mais barato para manter?
Tecnicamente, o Onix é um pouco mais barato na oficina e o HB20 é um pouco mais barato no seguro. Os dois efeitos se cancelam quase por completo. Se você exigir uma resposta única, ela é: empate, com vantagem mínima para quem tiver a melhor oficina por perto.
O que decide de verdade é outra coisa:
- Se você roda pouco e quer o menor custo possível, pegue o aspirado de qualquer um dos dois. O turbo cobra a diferença em vela, óleo e cuidado, e devolve em desempenho, não em economia.
- Se você mora em cidade pequena ou no interior, o Onix tende a ganhar. A rede da Chevrolet é mais espalhada e a chance de achar peça no mesmo dia é maior.
- Se o seu seguro está caro, cote os dois antes de decidir. Essa única cotação pode valer mais que todo o resto do comparativo.
- Se você está olhando o HB20 1.6, some a correia dentada no orçamento do ciclo. Aí a comparação com o Onix 1.0 muda de figura.
- Se for comprar usado, o histórico do exemplar importa dez vezes mais que a marca no capô. Um HB20 com revisões em dia é mais barato de manter que um Onix largado, e vice-versa.
O que faz mais diferença que a marca
- Achar uma boa oficina independente. A diferença entre concessionária e independente de confiança chega a 40% na mesma revisão, muito acima de qualquer diferença entre Onix e HB20.
- Respeitar o intervalo de óleo. Nos dois motores 1.0 de três cilindros com corrente de sincronismo, óleo vencido é o caminho mais rápido para um problema caro.
- Calibrar os pneus todo mês. Devolve consumo e faz o jogo durar milhares de quilômetros a mais.
- Não deixar o freio passar do ponto. Pastilha trocada na hora certa custa uma fração da pastilha que comeu o disco.
- Cotar o seguro todo ano. A renovação automática costuma ser a opção mais cara da mesa.
- Guardar todas as notas. Na hora de vender, histórico documentado vale dinheiro de verdade no anúncio.
- Dirigir com o pé leve. É o ajuste gratuito que mais reduz o custo por quilômetro, em qualquer carro.
Onde te enrolam
- Revisão “com itens adicionais recomendados”. Limpeza de bico, higienização de ar e aditivo de combustível aparecem na lista sem estar no plano do manual. Pergunte em que página do manual está; se não está, é opcional.
- A ameaça da garantia. Ninguém pode exigir que você faça revisão na concessionária para manter a garantia. O que vale é o plano cumprido, com peça equivalente e nota.
- Renovação automática do seguro. A seguradora conta com a sua preguiça. Cotar em duas ou três outras leva meia hora e costuma pagar o IPVA de um mês.
- Turbo vendido como “mais econômico”. No consumo de estrada, às vezes é. No custo total de manutenção, não é, nos dois.
O que eu faria
Eu escolheria a versão antes da marca: 1.0 aspirado, se o objetivo é gastar pouco. Entre Onix e HB20 aspirados, eu cotaria o seguro dos dois com o meu CEP e decidiria por aí, porque é o único item em que a diferença passa de algumas dezenas de reais. Morando no interior, desempate para o Onix. Revisão em independente de confiança depois da garantia, óleo no intervalo do manual e nota de tudo guardada numa pasta.
Perguntas frequentes
Onix ou HB20 tem peça mais barata?
O Onix, na média, por uma margem de 5% a 12% na maioria dos itens de desgaste. O motivo é volume: mais carros rodando significa mais oferta de peça paralela e mais concorrência de preço. Em valores absolutos, porém, a diferença anual é pequena.
Qual desvaloriza menos?
Os dois se seguram bem, porque são líderes de venda e têm procura constante no mercado de usados. A variação por região e por versão costuma ser maior que a diferença entre as marcas, por isso acompanhe a tabela dos dois na sua praça antes de decidir.
A versão turbo dá mais manutenção mesmo?
Dá mais despesa programada, não necessariamente mais problema. Vela mais cara e com intervalo menor, óleo de especificação rígida e um componente a mais no sistema. Bem cuidado, o turbo é confiável nos dois; mal cuidado, cobra caro. Se o objetivo é custo mínimo, o aspirado ganha.
Posso fazer revisão fora da concessionária sem perder a garantia?
Pode. O que a garantia exige é que o plano de manutenção do manual seja cumprido, com peça de especificação equivalente e nota fiscal descrevendo o serviço. O que quebra a garantia é pular revisão, usar peça inadequada ou não ter como comprovar o que foi feito.
Qual tem o seguro mais barato?
Em geral o HB20, por uma margem de 5% a 15%, porque o Onix é mais visado por furto e roubo pelo enorme número de unidades circulando. Ainda assim, o seu perfil e o seu CEP pesam muito mais. Só a cotação real responde.
Onix e HB20 têm correia dentada?
Os motores 1.0 aspirado e 1.0 turbo dos dois usam corrente de sincronismo, projetada para durar a vida útil do motor. A exceção é o HB20 1.6, que trabalha com correia dentada e precisa da troca no intervalo indicado pelo manual.
Qual gasta menos combustível?
Praticamente empate. A diferença entre eles é menor que a variação causada pelo seu jeito de dirigir, pelo trânsito da sua cidade e pela calibragem dos pneus. Escolher um pelo consumo é escolher pelo critério que menos separa os dois.
Vale mais a pena comprar um dos dois usado?
Financeiramente, quase sempre sim: você deixa a depreciação mais pesada dos primeiros anos para o dono anterior. Mas o histórico do exemplar passa a valer mais que o modelo. Peça a nota das revisões, faça uma vistoria em oficina de confiança e confira a compressão do motor antes de fechar.
Conclusão
Voltando à pergunta do começo: Onix ou HB20, qual sai mais barato para manter? Na oficina, o Onix leva uma vantagem discreta de 5% a 12% em peças. No seguro, o HB20 devolve na mesma proporção. No fim do ano, os dois ficam separados por menos de R$ 200, algo em torno de R$ 17 por mês.
A conclusão prática é boa notícia: você pode escolher pelo carro que gosta mais de dirigir sem medo de cometer um erro financeiro. Os dois são baratos de manter para o padrão brasileiro, têm peça em qualquer canto e seguram bem o valor na revenda.
O que muda a sua conta é o resto: a versão (aspirado sempre sai mais barato que turbo), a oficina, o respeito aos intervalos e o seu jeito de dirigir. Esses quatro fatores juntos pesam mais, em cinco anos, que toda a diferença entre as duas marcas.
Tem um Onix ou um HB20? Conta nos comentários quanto gasta por ano de manutenção e o que já precisou trocar. Número de quem roda vale mais que tabela. Dúvida específica do seu carro? Manda pela página de contato.